{"id":1013,"date":"2021-03-31T19:48:58","date_gmt":"2021-03-31T22:48:58","guid":{"rendered":"https:\/\/jairglass.com.br\/?page_id=1013"},"modified":"2025-10-23T23:41:32","modified_gmt":"2025-10-24T02:41:32","slug":"criticas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/jairglass.com.br\/index.php\/criticas\/","title":{"rendered":"CR\u00cdTICAS"},"content":{"rendered":"\n\n\n<p>Jair Glass realiza obras de pequeno porte, cautelosas ainda, entre assustadas e deslumbradas com as propi\u00e1s descobertas, dotadas daquelas caracter\u00edsticas positivas que s\u00e3o frutos da inexperi\u00eancia pl\u00e1stica, onde o v\u00edcio, a inautenticidade e as apropria\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis n\u00e3o se manisfestam. Com uma liberdade(contida, \u00e0s vezes) e emotividade quase infantis, Glass trata de maneira sens\u00edvel a sua imagin\u00e1ria fant\u00e1stica, criando um besti\u00e1rio surreal, an\u00f4nimo e desesperado. Traduz este universo subjetivo por meio do l\u00e1pis, da esferogr\u00e1fica e do guache que usa para colorir sombriamente suas composi\u00e7\u00f5es; de colagem de fios e da superposi\u00e7\u00e3o do papel que enegrece com intensidade, formando janelas ou distinguindo planos e perspectivas, para conseguir uma densa atmosfera de sonho. S\u00e3o objetiva\u00e7\u00f5es, em del\u00edrio, dos temores, mem\u00f3rias de suas vivencias interiores, das quais Glass extrai a ess\u00eancia \u2013 o sexo, a morte, o sonho, a loucura, a vida \u2013 incorporando elementos simb\u00f3licos figurativos \u00e0 composi\u00e7\u00f5es abstratas, em sequencia uniforme e linear no conjunto de seus desenhos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o resta duvida, entretanto, de que ainda existe para Glass, assim como para outros jovens de talento que iniciam suas carreiras, um \u00e1rduo caminho art\u00edstico a percorrer. Aquele da perseveran\u00e7a no estudo das infinitas possibilidades que o espa\u00e7o, a cor, a luz, o tra\u00e7ado e a t\u00e9cnica do desenho oferecem, cuja perfeita manipula\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u00fanica alternativa e sustent\u00e1culo para evidenciar a criatividade que estes artistas revelam em seus trabalhos\u201d<\/p>\n\n\n\n\n\n<p>\u201c\u2026Glass trata de maneira sens\u00edvel a sua imagin\u00e1ria fant\u00e1stica, criando um besti\u00e1rio surreal, an\u00f4nimo e desesperado\u2026\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201c\u2026 Glass deals sensitively with his fantastic imagery, creating a surreal, anonymous, and desperate bestiary \u2026\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o objetiva\u00e7\u00f5es, em del\u00edrio, dos temores, mem\u00f3rias de suas viv\u00eancias interiores, das quais Glass extrai a ess\u00eancia \u2013 o sexo, a morte, o sonho, a loucura, a vida\u2026\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cThey are objectivations, in delirium, of the fears, recollections of his inner experiences, from which Glass extracts essence \u2013 sex, death, dream, madness, life \u2026\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Textos Sheila Leiner &#8211; Novembro 1975<\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n<p>\u201c\u2026servido por um estilo pessoal, por uma f\u00e9rtil imagina\u00e7\u00e3o e por uma t\u00e9cnica segura, Glass se prova um sens\u00edvel observador (\u00e9 esta a palavra?) de nosso tempo. Se n\u00e3o pretende fornecer uma den\u00fancia organizada, reafirma, de qualquer forma, a verdade de uma outra ideia, esta de origem poundiana: o artista \u00e9 aquele que possui \u2018as antenas da esp\u00e9cie\u2019. E afinal grita, nos momentos em que este \u00e9 o recurso necess\u00e1rio. \u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-98cbe3290b2ecb786e7866a88c6333f4\" style=\"color:#a7a8a6\"><em><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-kubio-color-6-color\">\u201c\u2026 witch his personal style, fertile imagination, and confident technique, Glass proves to be a sensitive observer (is that the word?) of our times. Although not intending to provide an organized denunciation, he restates, in any case, the truth of an idea of Poundian origin: the artist has \u2018the antennas of the species\u2019. And ultimately he shouts out loud, when this is the only way.\u201d<\/mark><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Textos: Ol\u00edvio Tavares de Ara\u00fajo \u2013 julho de 1977<\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n<p>\u201c\u2026num momento em que a arte brasileira, merc\u00ea de um mercado artificioso, procura criar apenas propostas agrad\u00e1veis \u00e0 vista, \u00e9 bom notar a presen\u00e7a de um criador jovem que insiste em mostrar o mundo e o submundo, em fazer refletir. \u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em><br>\u201c\u2026 at a time when Brazilian art, due to an artful market, tries to create work that is merely pleasant to the eye, it is refreshing to see a young creator insisting on showing us the world and subworld and having us reexamine things. \u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Textos: Alberto Beuttenmuller \u2013 revista Vis\u00e3o, 13 de julho de 1981<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Alberto Beuttenmuller \u2013 Vis\u00e3o magazine, 13 de July de 1981<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n\n\n<p>\u201c\u2026\u00e9 inevit\u00e1vel admitir: Jair \u00e9 um \u00f3timo artista. Daqueles que brotam de dentro para fora, depurando suas pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es. \u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ang\u00e9lica de Moraes \u2013 revista Afinal, 17 de mar\u00e7o de 1987<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em><br>\u201c\u2026 is has to be admitted that Glass is a fine artist. One of those who well up from within, refining their own emotions.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ang\u00e9lica de Moraes \u2013 Afinal, magazine, 17 March 1987<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs desenhos de Glass impressionam pelo clima e pelo tra\u00e7o. S\u00e3o composi\u00e7\u00f5es densas, cheias de ironia e drama. As figuras, quase sempre, s\u00e3o descarnadas at\u00e9 o osso ou assumem fei\u00e7\u00f5es monstruosas, tr\u00e1gicas. \u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ang\u00e9lica de Moraes \u2013 Jornal da tarde, abril de 1986<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cGlass\u2019s drawings impact through their mood and line. They are dense compositions, full of irony and drama. The figures are almost always stripped to the bone, or take on monstrous and tragic features.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ang\u00e9lica de Moraes \u2013 Jornal da tarde, April de 1986<\/em><\/p>\n\n\n\n\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre Jair Glass escreveu <strong>Carlos Rocha em seu livro \u201cD\u2019 Arte Amante\u201d (1987)<\/strong>: \u201cA simplicidade e ternura pessoal de homem da periferia de S\u00e3o Paulo (Guaianazes) contrasta com a tormenta interior que explode em seus desenhos de pequeno formato onde cabem de forma exata seres monstruosos, distorcidos, fantasmag\u00f3ricos, num cen\u00e1rio de rituais m\u00e1gicos: s\u00edmbolos de revolta interior! (\u2026)<\/p>\n\n\n\n<p>Seus desenhos revelam a fraqueza, a fobia, a tara, o misticismo, a sensualidade, a ambi\u00e7\u00e3o, as ilus\u00f5es: grande mist\u00e9rio da eterna inquieta\u00e7\u00e3o do ser humano. Sua arte \u00e9 s\u00e9ria: n\u00e3o provoca risos! Conduz o expectador a um posicionamento (n\u00e3o importa qual) ao defrontar-se com imagens que habitam o seu pr\u00f3prio \u201cid\u201d. E o menino de arrabalde sorri placidamente, satisfeito com o resultado de sua obra: perplexidade!\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jair Glass realiza obras de pequeno porte, cautelosas ainda, entre assustadas e deslumbradas com as propi\u00e1s descobertas, dotadas daquelas caracter\u00edsticas positivas que s\u00e3o frutos da inexperi\u00eancia pl\u00e1stica, onde o v\u00edcio, a inautenticidade e as apropria\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis n\u00e3o se manisfestam. Com uma liberdade(contida, \u00e0s vezes) e emotividade quase infantis, Glass trata de maneira sens\u00edvel a sua [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"saved_in_kubio":true,"footnotes":""},"class_list":["post-1013","page","type-page","status-publish","hentry"],"kubio_ai_page_context":{"short_desc":"","purpose":"general"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jairglass.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1013","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jairglass.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/jairglass.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jairglass.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jairglass.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1013"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/jairglass.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1013\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1165,"href":"https:\/\/jairglass.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1013\/revisions\/1165"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jairglass.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1013"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}